Historia

 

HISTÓRIA

A gente conhece aquela história de ser apaixonado pela profissão. Podemos dizer que por trás dessa história, existem as atividades que nos causam encantamento e nos despertam o desejo de realizar: sonhos, vontades, e até necessidades!

A LAMIRA se inicia assim, por uma necessidade artística de construir espetáculos e levá-los à cena. João Vicente, diretor artístico da companhia, teve sua trajetória na arte delineada em grandes companhias de dança, onde tal necessidade surgiu e adquiriu vida com a experiência de coreografar, já mesmo durante esse tempo.

Aliado a esse desejo, a habilidade de Carolina Galgane de coordenar e executar projetos, tornou palpável a concretização da Companhia. Contemplados pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2009, antes ainda da criação da LAMIRA, Carolina Galgane e João Vicente dirigiram um primeiro trabalho. Depois disso, não foi possível permanecer só no primeiro…

 

LINHA DO TEMPO…

Em 2012 três espetáculos foram criados. A Cia montou o espetáculo de rua “Do Repente” e o espetáculo de palco italiano “Fela da Gaita”. Com a montagem de rua a intenção era levar a arte para outras cidades do Tocantins, uma vez que, somente em Palmas tinha espaço físico (palco italiano) destinado às artes cênicas.

O Do Repente tem uma temática de alcance direto com o público, que é o romanceiro popular do nordeste, sendo um espetáculo apresentado em espaços públicos, com acesso gratuito e livre. Além do Tocantins, o espetáculo já passou por mais de 65 cidades do Brasil. Já o Fela da Gaita é a versão do “Do Repente” para o palco italiano – sendo um espetáculo com 50 minutos de duração, 15 a mais do que o “Do Repente”. Ele foi adaptado para o palco italiano como uma forma de explorar cenas e acontecimento ainda não presentes no espetáculo de rua.

Também em 2012 foi criado Adorno da Realidade, espetáculo que trata da indústria cultural e da Segunda Guerra Mundial. A inspiração do diretor artístico João Vicente veio após as aulas de filosofia com o professor da Universidade Federal do Tocantins, Oneide Perius. A montagem une dança e performance, na qual o público é convidado a participar desse processo em cena. Sem dúvidas, 2012 foi um ano importante para a Lamira. Naquele ano, a Cia foi o primeiro grupo tocantinense a ser selecionada do programa “Rumos Itaú Cultural”, na cadeira de dança para crianças.

Então, em 2013, foi a vez do mundo dos quadrinhos invadir a imaginação da Cia. A ideia foi criar um espetáculo que unisse a dança ao universo circense. Os artistas entraram em um cenário que faz referência a folhas de um GIBI gigante! O interessante é que eles prendem a atenção do público com inúmeras brincadeiras e diversão, utilizando o universo dos palhaços. A Cia tinha interesse em desenvolver um espetáculo de história inédita, e a partir dos Gibizinhos, foi possível desenvolver uma dramaturgia atrativa para as crianças e também para os adultos.

Esse processo foi um grande desafio. A narrativa foi construída a partir dos HQ de Geuvar Oliveira, que relacionava a realidade cultural do Tocantins em suas histórias. A HQ de Geuvar, Liga do Cerrado, apresenta as particularidades do cotidiano de pessoas que foram para o Tocantins. É uma história rica em regionalismo, carregada de humor e simplicidade. Junto a isso, uma trilha sonora de músicas eruditas e a personalidade marcante de cada palhaço trouxeram brilho ao GIBI, o quarto espetáculo da Cia. Em 2013, a Lamira participou do circuito SESC Amazônia das Artes, circulando por todos os 10 estados da Amazônia Legal, com seu espetáculo de rua.

Já em 2014, a Lamira brinda duas importantes e inéditas conquistas para o grupo e a história do próprio Estado. A Cia. tornou-se o primeiro grupo tocantinense a fazer parte do Programa Palco Giratório, um dos maiores projetos de Circulação de Artes Cênicas da América Latina, realizado pelo SESC Nacional. Outra conquista foi o patrocínio de três grandes empresas via Lei Rouanet para a manutenção e a circulação do espetáculo “Do Repente” até 2015, através das empresas: O Boticário (com o Programa “O Boticário na Dança”), Instituto EDP e Investco.

Em 2015, a Lamira estreou o espetáculo cênico-musical Olhai por Nós. A montagem tem como foco o homem, sua singularidade e buscas. Em uma linguagem envolvida pela dança, música e teatro, o espetáculo propõe despertar no público uma reflexão sobre o ser em si, a esperança e o modo como buscamos escolher nossos caminhos. Instrumentos musicais exóticos de diversas partes do mundo, que são tocados ao vivo, criam e fortalecem a cena.

Em 2016, a companhia completou seis anos de existência. Essa comemoração foi consolidada com a execução do projeto Maturando. A iniciativa mostrou o universo do grupo, e a programação contou com a exibição de um documentário sobre o processo de criação do “Olhai Por Nós” além: do lançamento de um livro fotográfico sobre a trajetória do grupo, uma Instalação sobre os bastidores da Cia, seus espetáculos, públicos, cenários e equipamentos; e ainda uma temporada com apresentações de quatro montagens do grupo.

 

Que a história se amplie e se prolongue, e

Que a arte continue nos movendo com a força que ela provoca em nós!